quarta-feira, 16 de abril de 2014

FATEC 2004

O trecho a seguir serve de subsídio à elaboração de sua redação. 
[...] o assunto é mesmo o terno do ex-metalúrgico, que se recusou a usar os paramentos da burguesia encasacada que tanto desdenhou o trabalho e aqueles que trabalham. Levando o raciocínio adiante, ele [Lula] deveria comparecer com o macacão da Villares, firma na qual labutou anos e lutou pela melhoria dos oprimidos e excluídos.
Foram os presidentes dos países socialistas que, depois da Segunda Guerra Mundial, inauguraram o terno comum nas cerimônias solenes do poder. Stálin não conta, pois usava farda e alguns ainda usam fardas, como Fidel Castro. O mundo capitalista continuou prestigiando a casaca e o fraque, achando que o hábito faz o monge.
Pessoalmente, dou razão a Lula. Além de desconfortáveis, os trajes a rigor (smoking, casaca, fraque) são discutíveis esteticamente. É mais ou menos como o fardão da nossa Academia [Brasileira de Letras], que me faz parecer um gafanhoto monstruoso. Mas ninguém me obrigou a entrar lá, e nada demais que aceite o pacote da tradição. Osso do ofício.
Quando quis ser presidente da República, Lula sabia que teria de aceitar o pacote dos protocolos e cerimoniais. Sob qualquer indumentária, ele continuaria a ser o que sempre foi. A recente elegância burguesa que adotou está longe de parecer um macacão de operário.

(Carlos Heitor Cony, O terno e o macacão, Folha de S. Paulo, 17 de julho de 2003.)

Com base no que sugere o texto, porém sem copiar qualquer parte dele, e, ainda, sabendo que você também pode valer-se de outras informações que auxiliem sua argumentação, faça uma redação expondo seu ponto de vista, por meio de argumentos que o sustentem, a partir do tema:

A importância do SER e do PARECER

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